BANIA: DA RUSSIA COM ORGULHO

Antigos relatos históricos colocam a bania em um papel fundamental na sociedade russa no século 10. Na mitologia eslava havia até mesmo um espírito protetor, chamado Bannik, que acreditava-se se esconder debaixo dos bancos das banias, aparecendo apenas caso um visitante fosse desrespeitoso ou se  comportasse mal durante os banhos - nesse caso Bannik supostamente jogaria água fervendo ou pedras quentes no banhista infrator

A bania foi apreciada por todas as classes sociais russas ao longo da história. Trabalhadores braçais costumavam usar a tradicional casa de banho pública, muitas vezes o único lugar em que podiam tomar um verdadeiro banho, depois de um dia de trabalho pesado. Os ricos, por sua vez, podiam frequentar banias privadas. Essas casas de banho também foram utilizadas com uma finalidade espiritual, geralmente aos domingos, e é uma tradição que continua até hoje. Bater no corpo com ramos de bétula, chamados Veniki, por exemplo, tem como objetivo abrir os poros e aumentar a circulação sanguínea e também poderia ser considerado uma forma de autoflagelação.

 

Hoje em dia, na maioria das banias, a nudez não é mais uma norma e as áreas de banho são separadas de acordo com o sexo. As banias modernas geralmente incluem uma piscina com água fria e uma sala de vapor quente, semelhante a uma sauna, com bancos de madeira em diferentes alturas - quanto mais alto você for, maior a sensação de calor pelo maior acumulo de vapor.

 

Sanduny Bania, construída em 1808, é atualmente uma das mais antigas e mais famosas banias em Moscou. Hoje em dia a tradicional casa de banho ocupa um complexo gigantesco com piscinas, centro de fitness, salão de beleza e restaurante.

 

HAMAM: O TRADICIONAL BANHO TURCO

Banhos turcos, originalmente chamados hamam, provavelmente são, em parte, uma versão dos banhos romanos e bizantinos - uma tradição do Império Romano que se estendeu à Turquia no século 7. O conceito tem como base lugares de extrema limpeza, onde a purificação do corpo ficou lado a lado com

a purificação da alma. Popularizado por volta de 600 dC, os hamams costumavam ser espaços onde os principais eventos da vida social eram celebrados, incluindo casamentos e nascimentos, os quais tiveram

banhos rituais incorporados às cerimônias.

O hamam ainda hoje é um ponto de encontro para eventos sociais e para se relaxar. O visitante normalmente recebe uma toalha um par de sandálias e uma luva esfoliante - a kese - logo na entrada. Normalmente os banhos consistem em três áreas principais: a sala de vapor quente - um tipo de sauna úmida - com uma grande pedra de mármore no centro, onde os banhistas se deitam enquanto atendentes aplicam massagens e uma esfoliação com espumas e a luva esfoliante; uma sala quente para o banho; e um quarto fresco para o descanso. Hoje em dia é comum ter áreas separadas de acordo com o sexo e a nudez é opcional.

 

Em Istambul pode-se visitar o histórico Cagaloglu Hamami, uma casa de banhos em mármore palaciano que foi construída em 1741.

 

JJIMJILBANG: BANHO GANGNAM STYLE

Tirar a roupa é obrigatório nos jjimjilbangs, ou balneários coreanos, que são sempre separados por sexo. Jimjilbangs são um assunto de família na Coreia do Sul, com todos, desde crianças a idosos, aproveitando um dia de banhos e relaxamento total

Essa tradição poderia estar originalmente ligada as fontes termais naturais do país, onde algumas fontes já estão em uso há mais de mil anos. Hoje muitos jjimjilbangs estão abertos 24 horas e tem hotéis para pernoite, opção perfeita caso você esteja viajando de passagem​​. As saunas, salas de vapor e banheiras de hidromassagem coreanas são únicas por causa dos materiais utilizados na sua construção. Algumas saunas possuem pedras de jade para aliviar dores nas articulações e aliviar o stress, em outras se utiliza cerâmica para promover a desintoxicação. A esfoliação corporal também é muito comum, usando uma luva semelhante à kese turca. A diferença é que no jjimjilbang se utiliza leite e água para hidratar a pele e promover a circulação.

 

Um dos mais famosos jjimjilbangs em Seul é o enorme Dragon Hill Spa, um spa de sete andares com uma banheira de água do mar, uma sala de sal, varias saunas e banhos, piscina, centro de fitness, jardins, praça de alimentação, salão de beleza, campo de golfe, internet café e até sala de cinema. A principal atração é a grande sauna, aquecida por  carvão e infundida com aroma de carvalho.

 

ONSEN: ÁGUAS TERMAIS JAPONESAS

Onsens japoneses são fontes termais naturais, nascidos a partir de atividade vulcânica que é abundante no país. A prática de imersão nesses banhos termais para a cura, espiritualidade e rejuvenescimento se espalhou pelo Japão junto com o budismo, durante o século 6. Algumas evidências sugerem que os monges budistas foram responsáveis pela fundação dos primeiros spas, ou pelo menos algo parecido como os spas modernos, no país.

Por serem baseados em torno de formações naturais alguns onsens têm sido utilizados por milhares de anos. Um desses lugares é Dogo Onsen, localizado na ilha de Shikoku Acredita-se que ele tem sido usado por pelo menos 3000 anos. Menções a esse onsen foram encontradas em textos históricos, ilustrando -o como o grande nivelador, recebendo deuses, imperadores e camponeses. Há um certo protocolo cultural para se seguir em uma terma japonesa (a nudez é obrigatória e muitas vezes homens e mulheres dividem o mesmo espaço, por exemplo). Consulte aqui para um guia de etiqueta antes da sua visita a um onsen.

 

SAUNA: TRANSPIRE, ENXAGUE, RESFRIE, REPITA

Saunas por todos os lados. Na Finlândia as saunas são parte do dia-a-dia. Com cerca de seis milhões de habitantes o país tem, segundo estimativas, aproximadamente uma sauna para cada três pessoas. Lá as pessoas "tomam uma sauna" pelo menos uma vez por semana e muitas famílias têm saunas portáteis para levar em viagens ou acampamentos. É na sauna, que significa “um banho quente de vapor” em finlandês, que os locais se reunem para conversar com os amigos, curtir um tempo com a família, relaxar e, inclusive, fechar negócios.

Sim! Sauna na Finlândia também é assunto sério!

Ninguém sabe ao certo como as saunas surgiram, mas é possível que o clima frio da Finlândia tenha contribuido, e bastante, para a criação dessa cultura. De acordo com o documentário “Steam of Life” (Vapor da Vida, em tradução livre) – veja o trailer aqui, as primeiras saunas eram cabanas aquecidas que serviram como casas e, por serem ambientes estéreis, também eram usadas como locais seguros para a realização de partos.

 

A sauna finlandesa tradicional – usade desde pelo menoso século 12 – é aquecida por um fogão a lenha sem chaminé. Um ciclo de sauna recomendado pela Sociedade Finlandesa da Sauna começa com um banho, sem roupa de banho, é claro, para umidificar a pele e retirar do corpo qualquer perfume ou odor que não faça parte da sauna. Banhos entre uma sauna e outra, que podem ser mergulhos em lagos congelados ou piscinas com água gelada, são obrigatórios para que o corpo volte à temperatura normal. Estudos recentes indicam que visitas frequentes à sauna fazem bem à saúde e podem ajudar a prolongar a vida.

 

A sauna pública mais antiga ainda em uso na Finlândia se chama Rajaportin Sauna, foi inaugurada por volta de 1906, e fica no sul da cidade de Tampere. Uma das saunas pública mais recentes é a Kulttuurisauna, em Helsinque, inaugurada em maio de 2013. Visitar a Finlândia e não tomar uma sauna seria como visitar o Rio de Janeiro e não pegar uma praia.

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